quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ecos de Curitiba - Parte IX

Uma coisa fantástica que conheci aqui foi o Museu Oscar Niemeyer. O lugar é lindo e eu fiquei indignado como Brasília, a cidade símbolo do traabalho de Niemeyer não tem um museu que sequer chegue perto do MON.

Arquitetonicamente, ele é exuberante. Tem uma torre com formato de um olho, muito legal. São várias galerias, com diferentes exposições e também uma loja com artigos ligados ao museu. Tudo muito bacana.

Pude ver uma exposição sobre arte do Japão (modernismo e contemporâneo), uma outra de fotografias, outra de artes plásticas e outras duas que me encantram: a primeira se chamava Poética da Percepção. Na verdade é uma exposição para deficientes visuais, onde você tem que tocar, cheirar, ouvir, sentir. usar todos os sentidos, meno a visão. Suuuper legal, mas os guias dela estavam com preguiça e eu tive que ir chamá-los pra poder entender algumas coisas.

A outra era uma sobre Tarsila do Amaral. Uma exposição considerada intimista, com diários de viagem, fotos particulares e, claro, desenhos e pinturas. Entre os quadros, estava o famoso Abapuru. Até fiz um registro.






Ecos de Curitiba - Parte VIII

Outra coisa que precisa constar. O tio não aprendeu até agora a usar o cartão de acesso ao quarto.

Sabe aquele cartão, parece de crédito, mas que funciona como a chave do quarto? Você passa ele no leitor, a luz verde acende e aí é só abrir a porta. Pois é. O tio não consegue.

Ele dá sorte de algumas das vezes que ele voltou sozinho pro quarto, eu estava lá dentro e abri a porta pra ele. Porque se não, acho que ele ficaria do lado de fora.

Não sei qual é o problema dele. Mas ele não acerta. Hoje cedo mesmo, depois do telefonema da eposa, ele saiu para tomar café. E ficou um bom tempo do lado de fora, até que eu acordei com o barulho dele à porta e levantei para abrir.

Ecos de Curitiba - Parte VII

A prova do crime:

Essa é a fonte da garrafinha de bolso do meu colega de quarto. ele a mantém debaixo da bancada que abriga o frigobar.

Só pra constar: antes de descer pra reunião plenária, onde me encontro agora, o tio encheu a garrafinha de bolso dele e colocou no paletó.

Ainda não o vi dando um gole, mas é certo que ele já saiu da sala umas três vezes...

Ecos de Curitiba - Parte VI

Pois é. Se arrependimento matasse, eu não mais estaria vivo para escrever estas linhas. Depois dos peidos do tio comédia, ele começou a roncar. Mas não é qualquer ronco. É tipo uma britadeira.

E com intervalos. Tem horas q ele para. Fica um tempo em silêncio e logo depois volta a atacar. Felizmente, eu estava muito cansado e acabei dormindo. Claro que acordei algumas várias vezes com aquele zumbido de urso hibernando no meu ouvido, mas consegui dormir bem...

...Até as 6h30. Quando a esposa do tio resolveu ligar para saber se estava tudo bem. Eu conseguia ouvi-la berrando ao telefone, querendo saber se estava frio e se o esposo ja havia tomado café da manhã.

Depois disso foi aquele vira pra cá, vira pra lá na cama.

Ecos de Curitiba - Parte V

O tio tomou o whisky, deitou e já mandou uns três peidos na sequência. O meu arrependimento por não ter ficado sozinho no quarto voltou mais forte do que nunca.

Ecos de Curitiba - Parte IV

O tio figura que é meu colega de quarto acabou de me oferecer uma dose de whisky. Ele trouxe naquelas garrafinhas de metal que dá pra carregar no bolso do paletó. Procurou um gelo no frigobar e não achou, emendou, então a frase: "Quem não tem cão, caça com gato. Vou de cowboy!"

Ainda me ensinou um truque. Ele toma whisky e chupa cajuzinho, aquele mini que dá muito no cerrado. Disse que é pra tirar o gosto forte do álcool. Segundo ele, esse ritual é diário, que é pra pegar bem no sono.

Ecos de Curitiba - Parte III

Os meus colegas de quarto são de Teresina - PI (terra da Iêda e do Diego). O coroa é bem figura. Contador de histórias, falador. O rapaz me pareceu gente boa, mas não falei muito com ele. Passei o dia na rua, ele também. Agora, o pai disse que ele está em uma lan house lá em baixo, jogando algum jogo de computador.

Descobri que ele é formado em processamento de dados. Deve ser meio nerd. Mas em um breve papo que tive com ele hoje, até achei que não. Citei ter visto um cartaz de um show do Seu Jorge que vai rolar aqui na sexta-feira. Ele disse que gostava e falou que se for possível seria bom ir. E ainda me entregou uma série de catálogos de turismo daqui que ele pegou em um shopping.

Enfim, ele tá a passeio e pode passear. Eu to a trabalho e me ferrei.

Ecos de Curitiba - Parte II

Cheguei ao hotel e fui fazer o check-in. Um senhor e seu fiho que vieram para o mesmo evento e sentaram-se atrás de mim na van estavam na minha frente. O pai reclamava com a atendente do hotel que ele estava em um quarto triplo com outras pessoas, mas seu filho veio de última hora e não havia lugar para ele.

No mesmo momento, a atendente revelou que eu estava sozinho na minha reserva. Ele virou pra mim e perguntou se o dois não poderiam ficar no quarto comigo. Disse que tudo bem, mas depois me arrependi. Acho que preferiria a privacidade. Mas enfim, acabei ficando com os dois no quarto. Na pior das hipóteses, a diária vai sair mais barata.

Ecos de Curitiba - Parte I

E mais uma vez, no aeroporto...

- O senhor tem algum objeto cortante ou perfurante na bagagem de mão?
- Sim.
- (Cara de espanto) Sim? O que, senhor?
- É que sou diabético. Então, tenho agulhas e seringas comigo.
- Ah sim. O senhor tem alguma coisa que indica a sua doença?
- Bom, todas as coisas que eu carrego já são uma prova. Ninguém carrega um glicosímetro e insulina sem ser diabético. Mas se você está querendo um documento, eu tenho essa carteirinha aqui...
- Ok. Seu portão de embarque é o cinco. Boa viagem.
- Obrigado!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Me dá um doce?

Polícia fecha loja que vendia doces alucinógenos em Berlim

Policiais fecharam uma loja de doces em Berlim, na Alemanha, depois de descobrir que o dono do estabelecimento usava substâncias ilícitas – como maconha – na receita de seus chocolates e pirulitos. Muitos desses doces também tinham entre os ingredientes cogumelos alucinógenos.


É a famosa venda casada. Compre um doce, leve dois.