segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Me dá um doce?

Polícia fecha loja que vendia doces alucinógenos em Berlim

Policiais fecharam uma loja de doces em Berlim, na Alemanha, depois de descobrir que o dono do estabelecimento usava substâncias ilícitas – como maconha – na receita de seus chocolates e pirulitos. Muitos desses doces também tinham entre os ingredientes cogumelos alucinógenos.


É a famosa venda casada. Compre um doce, leve dois.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Almoço no Shopping

Almoçar em shopping é sempre uma aventura. Primeiro pra você decidir, entre tantas opções, o que vai comer. Depois enfrenta fila para comprar e roda até encontrar um lugar para sentar.

É inevitável que você encontre alguém conhecido. Pode ser desde um pessoa com quem você só troque simples cumprimentos de "oi" e "tudo bem", até pessoas com quem você não falava há muito tempo e grandes amigos.

Hoje eu almocei no Brasília Shopping e encontrei todos esses tipos de gente. Um cara que estudou comigo no Marista e que não tenho certeza do nome, só lembro o apelido (que eu acho que na verdade é o sobrenome dele), era o do "oi, tudo bem".

A tia e o primo de um colega de infância foram as pessoas com quem eu não falava há muito tempo e aí o almoço serviu para colocar algumas novidades em dia. Os lugares ao meu lado estavam vagos e eles sentaram-se lá.

E o Felipe Seligman, foi o grande amigo, que por acaso estava por lá e acabamos sentando juntos para tomar um café (só ele, eu não bebo café).

Mas em tempos de Olimpíada, encontrei até a Rebeca Gusmão, que não foi para Pequim por causa de uma punição por uso de anabolizantes, testosterona, sei lá. Ela está menos bombada, mas continua enorme e eu continuo com a mesma idéia: se cruzo com ela num beco, corro até as pernas não aguentarem mais.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Cena

Eu já falei por aqui que tenho vontade de ser ator de cinema. Hoje pensei numa outra cena que faria. Coisas da minha cabeça...

Nessa, o cara seria um jornalista fodão (não é uma cena autobiográfica), mas que um dia, como toda pessoa que é grande, foi uma jornalistazinho, bem foca (para quem não sabe, foca é o termo usado no jornalismo para repórteres inexperientes), um nada que trabalhava em uma grande emissora de rádio. Afinal, como meu pai já me disse algumas vezes, a única coisa que começa por cima é buraco. O resto todo começa por baixo.

Nessa época em que era um foca, esse jornalista - vou dar um nome agora para ele: Ricardo Paz - tinha um grande amor. Essa mulher - vamos chamá-la de Maria Clara - gostava dele, mas era ambiciosa e pensava muito em dinheiro. Como ela acreditava que o Ricardo não tinha muito futuro, largou dele para ir atrás de um homem com maior poder aquisitivo.

Depois que eles terminaram, passaram seis anos sem se ver. Nesse período Ricardo deixou de ser foca, ganhou experiência como repórter, virou editor, chefe de reportagem, chefe de redação e hoje era o diretor de jornalismo da emissora de rádio. Mas como tinha aquele faro de repórter, Ricardo nunca abandonara o trabalho e sempre fazia matérias especiais.

Na noite em que se reencontram, Ricardo e Maria Clara estão em uma festa de premiação dos melhores jornalistas do ano. E aí, segue-se o diálogo.

- Maria Clara?
- Ricardo! Nossa, quanto tempo não te vejo e nem tenho notícias de você. Nunca mais nem te ouvi no rádio... Se bem que eu nunca mais ouvi rádio. Só ouvia quando a gente namorava pra não ficar boiando quando você vinha me contar aquelas chatices de pautas e coisas jornalísticas que tinha feito durante o dia. Saiu da rádio?
- Não, continuo lá.
- Ah, e aposto que alguém de lá não podia vir, aí você implorou o convite e veio pra festa né? Você não perde um rega-bofe!
- Na verdade eu recebi um convite em meu nome e vim. E você, faz o que aqui?
- Meu noivo é um dos patrocinadores da festa.
- Então você finalmente achou o homem rico que você queria para casar, hein?
- Pois é! O amor, e o dinheiro (falando baixinho), me pegaram de vez. Você ainda continua fazendo aquelas reportagenzinhas de trânsito, engarrafamento, buraco na rua...??
- Não. Deixei de ser repórter de cidades. Passei a editor, chefe de reportagem, chefe de redação. Hoje sou diretor nacional de jornalismo da emissora.
- Huuummm! Que chique. Pra quem não dava nada por você, até que foi longe né? Ta ganhando bem?
- O suficiente.
- O suficiente quanto?
- Lembra quando a gente namorava? Eu era recém formado, ganhava pouco mais de mil reais e dizia que iria te pedir em casamento...
- Sim! Você sonhava com isso e eu dizia que você só poderia me pedir em casamento quando ganhasse, no mínimo, uns oito mil reais... que nem meu noivo ganha hoje.
- Pois é. Digamos que hoje eu poderia te pedir em casamento umas três vezes, sem o menor problema.

Chamamos ao palco o vencedor da categoria Melhor Reportagem de Rádio, Ricardo Paz, que leva para casa o prêmio de quatro mil reais

- Com licença, preciso ir receber meu prêmio. É meio pedido de casamento, não dá para jogar fora. Boa noite.

E ela fica com a taça de champagne na mão, observando ele ser premiado.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Outras coisas que só eu faço...

Quem me conhece sabe que sou míope. E que tenho uma certa "fotofobia". Detesto claridade. Onde tem, lá estou eu de óculos escuros.

O problema é o tira e põe de óculos. To na claridade, óculos escuros. Saio dela, óculos normais. Aí essa semana meu carro ficou na concessionária para arrumar umas pendengas que tinham nele.

No primeiro dia, minha mãe me levou pro trabalho e eu fui lá de casa até o escritório reclamando comigo mesmo que tinha esquecido de pegar os óculos escuros (que ficam sempre no carro). Passei o dia no escritório e não precisei mais deles porque só saí de lá depois que o sol se pôs.

No segundo dia, fiquei com o carro da minha mãe e fui dirigindo na mesma situação que no dia anterior. Reclamando e sofrendo com a claridade. Na hora do almoço, quando voltei em casa, cheguei até reclamando de dor de cabeça por causa da claridade. Sabe quando vc fica forçando a vista? Pois é. Aí, tive a brilhante idéia de colocar as lentes de contato e usar um óculos de sol sem grau.

Mas eu não gosto de usar lente. Uso em raríssimos casos: jogar futebol e ir para lugares com multidões (tipo shows). Aí pensei: "ponho as lentes, dirijo até o trabalho, chegando lá tiro as lentes, boto meus óculos de gvrau novamente e pronto". E assim fiz. Arrumei toda a parafernália das lentes (caixinha para guardá-las, o líquido de conservação, o óculos na caixa dele e tal...). Deu super certo!

O chato foi chegar em casa à noite, abrir minha mochila para guardar as coisas de volta no armário e descobrir que meus óculos de sol com grau estavam lá dentro...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Feito peão

Hoje eu estava sem carro e com preguiça de sair andando por aí. Resolvi, então, que almoçaria aqui no escritório mesmo, pedindo um delivery.

Até a hora da comida chegar, tudo bem. Não teve atraso, chegou quentinho e bem gostoso. O problema eram os malditos talheres de plástico. Odeio talheres de plástico. E ainda me enviaram dos pequenos. Sabe aquele garfinho de comer bolo de festa de criança? Pois é. Mandaram um desse e uma faquinha tb.

Fui dar uma olhada na copa aqui do escritório e só achei facas e colheres, nada de garfos. Tudo bem, uma faca já adianta bastante para poder cortar a carne. Mas eis que lá pela terceira ou quarta garfada: CRECK! O maldito garfinho de plástico quebra! Fui comer de colher. Feito um peão de obra com sua marmita de ovo frito com arroz.

Achei horrível. É estranho comer de colher. Acho que as únicas coisas que me lembro comer de colher são sopa e sobremesas. O resto é garfo e faca. Tive alguma dificuldade, mas nada pior do que comer com os malditos talheres de plástico.

Amanhã vou roubar um jogo de garfo e faca lá de casa e deixar aqui, para eventualidades.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Who cares?

RBD anuncia separação e turnê de despedida
O grupo mexicano RBD anunciou na tarde desta sexta-feira (15) sua separação após quatro anos de existência e milhões de cópias vendidas. Será feita uma turnê mundial de despedida, em que o Brasil está incluído.

É mesmo? Que perda, né?

Comemoração?

Hoje é o dia do solteiro.

Há quem comemore, há quem chore.

Eu, como não estou no grupo homenageado do dia, passo. Estou feliz namorando!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Coisas que só eu vejo

Aí entrei no elevador para subir pro trabalho. Lá dentro já tinha um casal, que eu imaginei serem mãe e filho. Quando entrei a mulher debatia com o rapaz se o destino deles era o terceiro ou quarto andar.

Ela decretou que seria o terceiro, mas apertou o botão do quarto. O rapaz a corrigiu e apertou o botão do terceiro. O elevador subiu e ela continuou a divagar qual seria o andar correto. Meio que resmungando, conversando com seus próprios botões, como diria um amigo meu.

Quando o elevador chegou ao terceiro andar o rapaz começou a sair e ela foi ficando. Ele, espantado, perguntou: "Vai ficar aí?"
Ela, mais espantada ainda, retrucou: "E já é o quarto andar?"
- Não, é o terceiro. Você não disse que era o terceiro?
- Mas to achando que é o quarto. Vamos para o quarto.
- Vamos logo aqui. Se não for esse a gente sobe um andar de escada.
- Larga de ser besta. Vamos subir pro quarto de elevador. Se não for lá, a gente desce um de escada. Descer é sempre melhor que subir. Não é não?

E na hora em que perguntou isso, ela virou-se para mim. Como se esperasse a minha confirmação. Eu sorri e assenti com a cabeça meio que no reflexo. Acho que ainda estava pensando na minha carreira de cantor.

O rapaz voltou para dentro do elevador e eles subiram até o quarto andar. Na saída, quando a porta já ia se fechando eu ainda pude ouvir ela dizer: "Não é aqui não. Deve ser lá em baixo mesmo..."

Coisas que só eu faço

Eu adoro cantar. E o momento em que mais faço isso é dirigindo. Boto o cd no som e saio cantando pra onde quer que eu vá. E canto de tudo: rock, pop, jazz, sertanejo, pagode, mpb...

Aí hoje, estou eu voltando do almoço para o trabalho e cantando na maior das alturas. Estava ouvindo um cd do Tim Maia. Entrei no estacionamento, manobrei o carro, estacionei, peguei minhas coisas, tudo isso na maior cantoria. "Você é algo assim, é tudo pra mim. É como eu sonhava, baby. Você é amis do que sei. Mais que penseeeeiii. Mais que eu esperava, baby..."

Aí, hora de descer do carro. Desliguei o som e fui fechando o vidro... foi quando vi que no carro estacionado ao meu lado duas moças (uma no banco do passageiro e outra no banco de trás) estavam morrendo de rir de mim.

Desci do carro e perguntei:
- Vocês gostam do Tim Maia?

E a que estava no banco de trás respondeu:
- Eu gosto!

E a do banco do passageiro:
- Mas sua performance estava muito boa também!

E as duas continuaram a rir. Eu agradeci e subi. Tinha que trabalhar.
Mas ficou a dúvida. Será que invisto na minha carreira artística?